Supervarão: o melhor ao melhor preço

O Supervarão foi buscar inspiração para a sua denominação comercial à freguesia que o acolhe: Santo Varão. Mais concretamente, à aldeia de Formoselha, onde os empresários Mafalda Cunha e Jorge Pereira têm localizada a sua loja. A funcionar desde novembro de 2017, estes jovens empresários consideram os três anos de atividade “uma aposta ganha”, tendo, recentemente, implementado o kit de visibilidade Aqui é Fresco. No sentido de servir, ainda melhor, a população que os acolheu e que continuou a preferir esta loja, mesmo em contexto de pandemia. Com o Supervarão a estar ao lado da comunidade local quando esta mais precisou.

A oferta ampla, a forte presença de produtos de marca própria UP, muito apreciada pelos seus clientes habituais, a experiência de Mafalda Cunha, conjugada com a vontade de aprender de Jorge Pereira, respetiva resiliência e capacidade de trabalho de ambos são alguns dos fatores de sucesso destes empresários, que servem a comunidade local com entregas ao domicílio gratuitas, cujas encomendas chegam via SMS, telefone ou, mesmo, por e-mail.

Com o apoio do associado Pereira & Santos, disponibilizam o que os seus clientes necessitam nos seus 100 metros quadrados de área de loja, procurando, sempre que possível, adaptar o cardex às exigências daqueles. Em contexto de Covid-19 ou fora dele, já que é pelo bom serviço que o projeto de vida de Mafalda e Jorge se tornou conhecido nesta localidade que os acolheu.

Mas a chegada da Covid-19, após as cheias do Mondego, trouxe consigo um necessário período de adaptação e de adoção de procedimentos, até então desnecessários no decorrer normal dos dias. “Foi uma questão de hábito e de arranque. Nas primeiras duas semanas, foi mais complicado. Tivemos que incentivar e explicar os procedimentos, porque, sobretudo os mais idosos, não queriam saber de nada. Para eles, era tudo nos outros lados”, comenta Jorge Pereira, proprietário do Supervarão. Estabelecimento que é, hoje, uma referência do comércio de proximidade nesta localidade dos arredores de Coimbra (Santo Varão) e que serve uma população mista, com forte pre- dominância de faixas etárias mais envelhecidas, mas também jovens que optaram por aqui viver, apesar de trabalharem fora. “Tivemos que alterar os horários e, portanto, os idosos tiveram que vir só de manhã, por causa das normas da Direção-Geral da Saúde. De modo a respeitar essas normas, tiveram que se adaptar. Houve alguns que se adaptaram bem, outros que não gostaram, mas tiveram que se habituar. Sabemos que têm os seus hábitos, mas foi necessário. Contudo, creio que o comércio já está a começar a voltar, um bocadinho, ao normal. Vai voltar, espero, em breve”, detalha, por sua vez, Mafalda Cunha, proprietária do Supervarão.

Mas não foram só os clientes que tiveram que se adaptar a uma nova realidade. Também este casal de empresários viu a sua vida pessoal e profissional alterada com o encerramento compulsivo dos espaços de ensino. “Como reorganizámos a nossa vida? Um fica em casa, de manhã, e o outro fica à tarde. Até aqui, tínhamos um part-time e essa pessoa está sempre de manhã. Mas tivemos que arranjar um outro part-time para a tarde. A única coisa que alterou foi, mesmo, termos que arranjar alguém”, recorda Mafalda Cunha.

Alteração a que se junta o encerramento, à segunda-feira à tarde, para o necessário abastecimento do espaço, com Jorge Pereira a chamar a si essa responsabilidade. Medidas efetuadas para responder às exigên- cias do “novo normal” trazido pela Covid-19. Que consigo trouxe mudanças significativas ao nível não só do tráfego na loja, como do próprio sortido comercializado, onde aos artigos habitualmente comercializados se juntaram, ainda, os bens essenciais numa primeira fase do confinamento social. Situações potenciadas, numa primeira instância, pelas cheias do rio Mondego, em fevereiro último, a que se juntou, agora, a pandemia da Co- vid-19 e que trouxeram um renovado leque de clientes ao Supervarão, que continuou a fazer entregas ao domicílio de forma ininterrupta, um serviço muito valorizado pela sua clientela. “Fazemos no fecho. Fechamos à hora do almoço e vamos distribuir. Dá para fazer quando temos alguns mo- mentos de calmaria. Durante a tarde, somos dois que cá estamos. Recebo uma encomenda e, se a loja está com menos movimento, consegue-se fazer as entregas, pois é tudo aqui nos arredores. Também há casos de gente que faz a encomenda, nós separamos e vêm buscar. Nem entram na loja. É só levar lá fora e receber o pagamento”, descreve Jorge Pereira.

Atendimento personalizado

Procedimentos facilmente integra- dos e apenas possíveis pela empatia gerada por este casal, que alia a sim- patia à competência do atendimento, predicados incontornáveis de uma loja que tem vindo a reforçar laços e créditos junto de todos os que preferem comprar “o melhor, ao melhor preço” no Supervarão. Pelo que perante a necessidade, incontornável, de ter que reduzir horário na loja, também por causa da gestão familiar e acompanhamento dos dois filhos menores,a reação da população foi a melhor possível. “Não conseguimos estar em todo o lado. Era impossível. Das 9 às 13 horas e das 15 às 20 horas, era muito tempo fora de casa. E nós tínhamos as crianças, uma vez que acabou a escola. Mas conseguimos nos adaptar. E os clientes perceberam tudo isso”, acrescenta, em concordância, o casal.

Integração na rede

Desde que aderiram à rede Aqui é Fresco, Mafalda Cunha e Jorge Pereira têm vindo, constantemente, a investir no seu negócio, sendo, hoje, um motivo de fixação de população em Santo Varão. Com a crise da Covid-19 a contribuir para esse reforço da ligação com a população local, que as- sim evita as deslocações às grandes superfícies comerciais, onde, ao haver um maior número de pessoas, há, necessariamente, uma maior possibilidade de contágio. “Aqui, é um meio familiar, mais pequeno, onde toda a gente se conhece. Como as pessoas estão mais próximas, estão à conversa, assim como estamos aqui, porque se sentem à vontade”, comenta Jorge Pereira. “O ser humano é adaptável, nós somos adaptáveis. Temos é que aceitar as alterações. Se aceitarmos, conseguimos fazer tudo”, acrescenta. Palavras de quem visa, a cada momento, potenciar o seu negócio, disponibilizando aquilo que os seus clientes lhe solicitam, sempre com um sorriso nos lábios. Para os clientes que já conhecem, como para outro qualquer que entre, seduzido, pela imagem apelativa da rede Aqui é Fresco e sem ainda saber o excelente atendimento que o espera.