Supermercado São Pedro: uma referência de qualidade no Furadouro

De forma dinâmica, o Supermercado São Pedro conseguiu dar resposta aos desafios trazidos pela Covid-19. Medidas de prevenção que asseguraram a proteção de clientes e equipa, neste estabelecimento que beneficia de uma localização privilegiada para a sua atividade comercial.

Em Ovar, a história do Supermercado São Pedro cruza-se com a da sua proprietária, Ana Paula Fonseca, que abriu o espaço hoje gerido em conjunto com o seu esposo, Porfírio Magalhães. Para a memória ficam os anos, “muitos”, como diz sorridente, já passados e que fizeram com que este estabelecimento seja uma referência do comércio de proximidade nesta localidade costeira. Fazendo prevalecer a localização privilegiada, assim como um cardex lato, frescos apetecíveis e o bom preço de prateleira com que a rede Aqui é Fresco já habituou o mercado.

Mesmo em contexto de pandemia da Covid-19, que veio obrigar a necessárias alterações no normal funcionamento da loja. Desde logo, a implementação das medidas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde, como a obrigatoriedade da utilização de luvas descartáveis por parte do cliente e a desinfeção das mãos com álcool-gel, à entrada na loja. A que se junta o acesso condicionado ao interior, em função da capacidade da área para atendimento. “Assim como a higienização dos espaços mais suscetíveis de contaminação. Toda essa preocupação e o bom sen- so, que aqui também tem relevância, imperaram” comenta Porfírio Magalhães, do Supermercado São Pedro.

A gestão equilibrada de equipas permitiu ao São Pedro continuar a trabalhar sem interrupções

Desafios colocados não só à gerência deste espaço, como ao comércio de proximidade, em geral, que, no caso do Supermercado São Pedro, se deparou com uma questão adicional ao quadro geral e que se prende com a organização do espaço de loja. “A adoção das medidas de segurança e higiene foi relativamente fácil, embora tenhamos aqui uma dificuldade particular: temos uma loja bastante comprimida e, portanto, no que respeita ao condicionamento de clientes, fomos um pouco para além daquilo que são as regras estipuladas”, reforça o responsável.

Também a gestão dos clientes de faixas etárias mais elevadas causou, aqui ou ali, um pouco mais de des- gaste, pois, mesmo com a possibilidade de se levar as compras até casa, insistiam em frequentar o espaço apesar de, regra geral, pertencerem ao denominado grupo de risco. “Eles continuavam a vir, era uma maneira de sair de casa. Vinham três ou quatro vezes ao dia”, recorda.

Isto apesar da redução da carga horária estabelecida nesta loja, de modo a poder gerir as necessidades operacionais trazidas pelo “novo normal”, apesar do Supermercado São Pedro, mesmo antes da pandemia, já funcionar em turnos. “Optámos por funcionar em complementaridade, numa lógica de nós, a gerência, não estarmos também a trabalhar ao mesmo tempo. Para nos precavermos e resguardarmos um pouco, de modo a ficar sempre uma equipa pronta para assegurar o normal funcionamento da loja”, comenta, por sua vez, Ana Paula Fonseca.

E a opção prática passou por, não só, fechar mais cedo (às 19 horas), como também encerrar ao domingo à tarde, com os fins- -de-semana a serem muito fortes nesta loja com uma localização privilegiada junto à praia do Furadouro.

Decisões tomadas de modo a proteger colaboradores e clientes, com o Supermercado São Pedro, à semelhança de outros estabelecimentos, a sentir algumas alterações nos produtos que figuravam no cabaz médio adquirido, nomeadamente, artigos de longa duração, enlatados essencialmente. “Depois, evoluiu para o consumo de farinhas e frescos. Muitos legumes, que era para congelar. As farinhas também foram um fenómeno, porque as pessoas passaram a produzir o seu pão em casa e a fazer bolos, o que levou também ao aumento da venda de fermentos. E, claro, problemas com o fornecimento de produtos de higienização, que, creio, terá sido transversal”, detalha Porfírio Magalhães.

E se há ensinamento que a pandemia da Covid-19 vem trazer é de que nada é adquirido, com o vírus a vir prejudicar, claramente, a dinâmica social, com determinados comportamentos, considerados normais e naturais até aqui, a serem, hoje, práticas consideradas de risco.

Já para o comércio de proximidade, esta pandemia foi um forte dinamizador de negócio, que permitiu que “as pessoas ficassem com uma visão um bocadinho diferente do negócio local. Tenho ideia que se vai diluir no tempo. Poderá haver um ganho, mas muito mais ligeiro do que o impacto que teve com a crise. É lógico que surge a oportunidade de muitas pessoas que não tinham tido, ainda, contacto com as lojas de proximidade e perceberam-nas de uma forma diferente”, considera Ana Paula.

Sobretudo, ao atender à boa resposta que foi dada, não só pelo Supermercado São Pedro, como pelo canal, como um todo, destacando-se, no caso desta loja, o importante apoio dado pelo associado Malaquias. “Normalmente, o nosso fornecedor de referência, que esteve muito bem e foi capaz de responder com qualidade e disponibilidade e fazer entregas mais vezes, pelo que se registaram poucas ou nenhumas ruturas. Estamos muito agradecidos pela resposta porque, de- pois, fomos capazes de a dar também aos nossos clientes”, conclui.