Largo do Chico: é com muito orgulho que visto a camisola do Aqui é Fresco

É através do Largo do Chico que Frederico Neves dá continuidade ao trabalho de uma vida dos seus progenitores. A loja proporcionou um importante apoio à comunidade local em contexto de Covid-19.

É na calma de Urqueira que se localiza o Largo do Chico. Uma loja Aqui é Fresco gerida pelo jovem empresário Frederico Neves e que, como tantas outras, se viu confrontada com uma ameaça invisível que chegou sem pedir licença. Entre a admiração pela situação coletiva que se instalava em Portugal e a necessária resposta foi um ápice, com Frederico Neves, rapidamente, a implementar as medidas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde para o comércio de proximidade alimentar. Decisões que passaram por, numa primeira instância, limitar o número de pessoas e o respetivo acesso ao espaço de loja. “Depois, começámos a ver o que, realmente, era necessário fazer e o que se aplicava no nosso caso, como desinfetar, o mais possível, as mãos e as bancadas, entre outros locais, assim como praticar um horário mais reduzido face ao que era praticado até aqui”, introduz Frederico Neves, proprietário do Largo do Chico.

Medidas de reação que foram, de certo modo, acolhidas com alguma surpresa por todos aqueles que preferem fazer compras nesta loja. Entre a surpresa e o acatar das mesmas, havia uma nova etapa a percorrer. Se, numa primeira fase, os clientes não estavam à espera ou, simplesmente, não queriam acreditar, depois, acabaram por ser bastante exemplares. “As pessoas perceberam, felizmente. Esperavam pela sua vez de entrar na loja, perguntavam se podiam entrar, como, aliás, ainda hoje acontece. Foi ótimo e nem sequer houve grandes entraves. As pessoas perceberam, logo, que as coisas tinham de mudar. Faziam sugestões, o que é ótimo”, acrescenta.

A rapidez na adoção de uma nova mecânica de compra deve-se, também, ao facto de Frederico Neves ser natural de Urqueira, pelo que a comunicação com todos os clientes se tornou muito simplificada, pelo simples facto de conhecer toda a gente que, diariamente, lhe entra porta adentro. “Com a informação que havia, as pessoas estavam com muito medo. Aqueles que, inicialmente, não estavam a acreditar no que se estava a passar, começaram a ser os mais exigentes. Nós dizíamos, ‘olhe que isto vai-se passar, isto é sério’. Quando se aperceberam que as coisas iam ser de outra maneira, foram os primeiros a exigir ‘isto ou aquilo’, a sugerir e a tentar cumprir ao máximo”, detalha.

Respeito pelas medidas implementadas em espaço de loja e atualizadas ao ritmo que novas informações chegavam a casa de cada de um de nós. E se, nos meios urbanos, as imagens de enchentes em hipermercados ainda fazem parte de um passado não muito distante, também nos meios mais rurais, se registaram algumas mudanças, quer na afluência, quer no tipo de cabaz médio adquirido, onde os produtos básicos, como as farinhas, as tostas, as conservas, as frutas e legumes, o papel higiénico e o álcool foram dos artigos mais procurados. “Certos produtos foram procurados desde início, porque as pessoas não sabiam se havia logística, ou se tínhamos logística para assegurar a continuidade. Felizmente conseguimos, graças ao cash Pereira & Santos, que foi um aliado ‘cinco estrelas’ nesse campo’, e aos nossos fornecedores, sem dúvida. Impecáveis”, recorda Frederico Neves.

Gestão das equipas

Sempre atento à evolução da situação, o proprietário do Largo do Chico teve que tomar uma decisão no que à gestão das equipas diz respeito. “Chegámos à conclusão de que íamos fazer turnos de 15 dias. Quem estava ao serviço, assegurava 15 dias, com mais sacrifício, e depois ficava 15 dias em casa e voltava a outra equipa. Ainda estou a fazer isso na loja de Urqueira. Já na loja de Ourém não foi possível”, detalha.

O que não impediu a contratação de mais uma pessoa, de modo a assegurar a qualidade do serviço e o correto funcionamento da loja, com uma gestão de esforço e de tempo, pessoal e coletiva, muito própria, sempre com muito esforço e dedicação para fazer frente ao contexto de exceção vivido. “Foi meter as ‘mãos na massa’ e não só fazer as encomendas à meia-noite, porque tinha de fazer encomendas, como ter de estar na loja a repor produto. A tentar dar a volta às coisas, a trabalhar muito. Foi muito duro e complicado, mas conseguiu-se. E graças às pessoas que estão a trabalhar, que foram impecáveis. Excelentes profissionais, sem dúvida”, atesta o proprietário do Largo do Chico.

Decisões tomadas num muito curto espaço de tempo e que permitiu aferir, de forma concreta, que o mercado é muito dinâmico e complexo. O que possibilitou, por outro lado, conquistar, ou reforçar, a confiança depositada pelos fregueses de Urqueira, pois, quando mais precisaram, o Largo do Chico continuou a assegurar o abastecimento de toda a comunidade local. “A pandemia veio reforçar que somos uma alternativa viável, com preços interessantes, com pessoas simpáticas, com bons produtos perecíveis, onde existe o aconselhar sobre o produto. As pessoas perceberam um pouco isso e creio que esta crise vai ser benéfica para nós. Penso que não temos nada a perder com isto, só temos a ganhar, porque reforçámos, um bocadinho, o elo de ligação com os clientes”.

Uma alternativa credível, capaz e viável, que continuou de portas abertas num contexto de medo e de imprevisibilidade, onde as mais rotineiras ações do quotidiano individual e coletivo foram condicionadas. Com uma resposta concreta, em termos de serviço, disponibilização de produto e horários praticados, o Largo do Chico orgulha-se de nunca ter tido falta de produto nas prateleiras, “muito graças aos nossos funcionários e aos nossos fornecedores, principalmente, ao Pereira & Santos. Concluímos, ainda, que nada está seguro. Hoje, fomos beneficiados, amanhã, podemos ser prejudicados com outra situação qualquer. Há que continuar a trabalhar”.

Balanço muito positivo

Integrado no Aqui é Fresco desde fevereiro de 2019, Frederico Neves faz um balanço muito positivo do tempo que leva na rede. Não só a imagem moderna e apelativa convence quem visita a loja, como a ligação comercial ao cash do associado Pereira & Santos é outro dos aspetos decisivos para o balanço agora feito. “Cada vez mais, as pessoas olham para a imagem. Eu creio que a evolução faz parte do negócio do comércio. Quem fica para trás acaba por perder e deixar de ter clientes. Nós temos evoluído e é com muito orgulho que visto a camisola do Aqui é Fresco. Gosto e quero, têm-me convencido e penso que não me vão desiludir”, conclui.