Fernando’s: qualidade e segurança ao serviço de Aveiro

O Fernando’s reagiu de forma proativa à crise da Covid-19, ao antecipar algumas medidas que viriam a ser postas em prática no estado de emergência. Uma forma prática de conciliar a segurança de colaboradores e de todos os clientes que o preferem.

É pelo nome Fernando’s que o estabelecimento de Fernando e Fernanda Marques se dá a conhecer à comunidade que serve. Um hábito criado pelos muitos anos que leva de portas abertas e que faz com que seja uma referência do comércio de proximidade de Aveiro. Mesmo em tempo de pandemia de Covid-19, com Fernando Marques a tomar medidas para a defesa dos seus colaboradores e clientes, ainda antes do estado de emergência ser decretado e, com ele, novas regras serem aplicadas ao comércio. “Ainda antes de ter sido anunciado o estado de emergência, e terem sido defini- das as regras que viriam a ser implementadas, restringi logo o número de pessoas na loja. Na altura, passei para 10 pessoas. Quando saiu a legislação, passei para seis pessoas, pois a loja tem 150 metros quadrados. Também pusemos álcool-gel e pedimos às pessoas para fazerem a desinfeção das mãos quando entrassem. Disponibilizámos luvas no autosserviço para os clientes poderem usar. Passámos a fazer, na hora do almoço, desinfeção de todos os carrinhos de compras, de todas as zonas de vidros e arcas onde as pessoas mexem mais e que têm asas. Toda essa zona é lavada e desinfetada. O chão é lavado duas vezes ao dia. E passámos a fechar uma hora mais cedo, à noite”, recorda Fernando Marques, proprietário do Fernando’s. O encerramento uma hora mais cedo, ao final do dia, foi feito de forma voluntária, para transmitir segurança a quem visita este supermercado, as- sim como todos a quem, diariamente, assegura que a porta continua aberta. “Para além da questão da saúde, é também uma questão comercial. Há uma questão de confiança nas pes- soas e é muito mau se um de nós ficar infetado. Porque, se acontecer, não são as duas ou três semanas, ou um mês, que tenha que estar fechado por causa da quarentena que está em cau- sa. É toda uma confiança que se per- de junto do cliente”, reforça Fernando Marques.

Medidas que foram compreendidas, e bem aceites pelos clientes, de uma forma geral, que entenderam que as mesmas visavam promover o bem-estar coletivo, com ninguém a entrar na loja sem usar máscara, obrigatória para poder frequentar o espaço apoiado pelo associado Marabuto.

Desafios

Claro está que a implementação, e gestão de todas estas medidas acarretou um maior volume de trabalho para a equipa do Fernando’s, que teve que reajustar os seus procedimentos, de modo a assegurar a correta higienização do espaço à luz das medidas exigidas pelo contexto vivido. Uma tarefa adicional para as quatro pessoas que permitem ao Fernando’s abrir portas todos os dias. “E tivemos uma ajuda muito preciosa, que foi a da minha filha, Daniela Marques, neste momento, parada em termos profissionais. Senão, já tinha que ter reforçado com mais alguém”, acrescenta.

E se o ajuste a uma nova realidade se fez de forma progressiva, o mesmo se pode dizer em relação ao cabaz médio adquirido. Sendo que, após a fase inicial da pandemia, onde se registou um “boom” do consumo, a tendência é para normalizar. Mas uma nota fica: os cabazes cresceram, não só por se comprar mais quantidades de alguns produtos, mas também por se comprar mais artigos do que o costume. “Com destaque para o papel higiénico, de tudo o que é desinfetante, detergentes multiusos, lixívias, farinhas, fermento, massas e arroz. Tudo o que não era perecível subiu as vendas. Mas os perecíveis também cresceram, não porque as pessoas comprassem mais, mas porque houve mais afluência de clientes à loja”, detalha Fernando Marques.

Com a rotina trazida pela Covid-19 a gerar um “novo normal”, que ainda não se encontra estabilizado, o “boom” inicial demonstrou que o comércio, em geral, não estava preparado para um pico inesperado de consumo, com algumas falhas de abastecimento, em determinadas referências, ainda a registarem-se. “Nós, pequeno comércio, não tínhamos, nem podíamos ter, equipas dimensionadas para aqueles 15 dias a três semanas que sucederam. Se, habitualmente, vendemos 50 e passamos a vender 120, é um pouco difícil termos uma equipa preparada. Nem é a altura para podermos aumentar a equipa, porque uma pessoa que agora entrasse, nos primeiros dias, iria precisar de muito apoio que não poderíamos dar”, comenta Fernando Marques.

Memória de dias vividos não há muito tempo e que levou a que pessoas que nunca tinham entrado no Fernando’s ali fizessem as suas compras, percebendo, com isso, que, afinal, “têm aqui tudo aquilo que precisam. Não precisam de ir a um hipermercado. Têm aqui muita coisa, com melhor preço que um hipermercado”.

Fernando Marques garante, ainda, que, na sua loja, as regras de higienização serão para continuar a ser aplicadas. Até porque não se sabe quando “isto irá desaparecer. Seja hoje ou amanhã, depois, aparece outra coisa qualquer”, pelo que é uma prática a manter. De modo a veicular uma mensagem de segurança, associada à qualidade da oferta e serviço que o comércio de proximidade transmitiu nesta pandemia, saindo reforçado enquanto canal de comercialização. “Houve pessoas que ficaram clientes. E, se calhar, veem que têm que esperar menos tempo do que o que esperavam para entrar na minha loja. Tenho pessoas que costumam vir e ficam à espera cinco, 10 ou 15 minutos para entrar, em alguns dias. Mas as pessoas esperam e entram. É porque gostaram”, conclui.